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Fintech: Saiba o que é quais as suas características

Por acaso você já ouviu falar em fintech? Se ainda não, é chegada a hora de conhecer um pouco mais sobre esse termo que está revolucionando o mercado financeiro em todo o mundo. 

A principal ideia da fintech é a praticidade. Ou seja, resolver todos os serviços burocráticos e caros das instituições financeiras através de uma empresa muito mais descomplicada e barata. 

Ficou curioso para saber mais sobre fintech? Então convidamos você para continuar a leitura deste texto preparado pelo Manucci Advogados

O que é uma Fintech?

O termo fintech teve origem na junção das palavras  financial (financeiro) e technology (tecnologia). Podemos dizer que uma Fintech nada mais é do que uma startup que procura otimizar serviços do setor financeiro. 

Mas você deve estar se perguntando: porque essas empresas possuem custos operacionais muito mais baixos que de bancos tradicionais? Isso é possível porque elas conseguem utilizar tecnologias que elevam a eficiência dos processos.

Para fazer parte da Associação Brasileira de Fintechs, a empresa precisa ter base tecnológica e modelo de negócio altamente escalável. Sendo assim, podemos definir as fintechs como organizações que usam a tecnologia para otimizar processos financeiros, implantando novos produtos e processos ou aprimorando os já existentes.

Apesar de ser difícil sair na frente dos bancos tradicionais, as fintechs conseguem proporcionar serviços mais especializados, com custos menores e com menos burocracia. 

Como as Fintech funcionam?

As fintechs funcionam como uma startup clássica, tendo no cliente o centro da estratégia de negócio. 

O fato de serem predominantemente virtuais, faz com que entendamos como esse tipo de empresa consegue praticar preços e tarifas tão abaixo do que o mercado costuma cobrar.

De acordo com dados do portal FintechLab, uma em cada cinco fintechs brasileiras tem mais de 20 funcionários.

Quais são os tipos de Fintech que existem?

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Agora que você já sabe o que é uma Fintech, vamos apresentar uma visão geral das suas principais áreas de atuação. Conheça abaixo os oito tipos de Fintech e descubra como elas já estão participando de sua vida e de seus negócios.

1- Meios de pagamento

Esse é o tipo de fintech em maior número no Brasil. Elas funcionam como intermediadoras e facilitadoras de pagamento, ajudando as empresas a vender mais e os consumidores a comprar com mais facilidade, de forma ágil e rápida. Essas fintechs atendem tanto as empresas como as pessoas físicas. Exemplos: PagSeguro e Mercado Pago.

2- Seguros

As fintechs de seguros realizam as cotações e comparações instantâneas entre as diversas seguradoras, a fim de encontrar a solução ideal para sua necessidades.

Exemplos: Smartia Seguros Online, Bidu e Escolher Seguro.

3- Gestão financeira

As fintechs de gestão financeira realizam a contabilidade, finanças empresariais e pessoais e outros serviços. Tudo automatizado e acessível pela nuvem.

Exemplos: Nibo, Bling ERP e Conta Azul. 

4- Blockchain e Bitcoins

É uma nova maneira de fazer negócios, através das fintechs de blockchain e bitcoins, capazes de celebrar contratos e trocar valores, sem a interferência de bancos ou mesmo autoridades monetárias.

Exemplos: Portal do Bitcoin e REBEL.

5- Empréstimos

As fintechs de empréstimo liberam o valor que você necessita após uma análise dos documentos. Caso seja aprovado, o dinheiro é liberado de forma rápida e segura.  

Exemplos: Easy Crédito, Geru e Nexoos.

6- Eficiência financeira

Esse tipo de Fintech é especializada em ajudar empresas a terem mais segurança em suas transações. Dessa maneira, elas verificam a identidade dos agentes financeiros e previnem fraudes, tudo com auxílio de tecnologia.

Exemplos: Konduto, fControl e Pismo.

7- Investimentos

As fintechs de investimento auxiliam quem tem um capital disponível, mas não tem experiência no mercado financeiro, para tomar melhores decisões com ajuda de robôs e algoritmos.

Entretanto, por outro lado, as pessoas que entendem muito do assunto também podem se beneficiar desse serviço que os transformam em negociadores no mercado, ajudando-os a realizar seus negócios com menos burocracia.

Exemplos: Jurus, Monetar e InvesteApp.

8- Crowdfunding

Esse tipo de fintech nada mais é do que sites onde empreendedores expõem suas ideias de negócio e recebem dinheiro de forma colaborativa de interessados para que ele saia do papel. 

Exemplos: Catarse, Vakinha e ComeçaAKI.

Quais serviços uma Fintech oferece?

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Como você constatou acima, existem diversos tipos de fintechs que realizam os mais variados serviços. E é sobre cada um deles que vamos falar agora. 

Selecionamos abaixo algumas das principais funções das fintechs no Brasil. Confira!

Conta bancária digital

É possível, com as fintechs, ter conta corrente digital tanto de pessoa física quanto jurídica, sem burocracia e com todos os recursos de uma versão tradicional. Ou seja, dá para realizar todas as movimentações financeiras através do celular, computador ou tablet. 

Empréstimos

Com as fintechs já é possível solicitar empréstimos 100% online, sem precisar ir até à instituição financeira. Dessa maneira, o cliente recebe o dinheiro de forma rápida, além de ter baixas taxas de juros. 

Cartão de crédito

Ter um cartão de crédito sem anuidade e com taxas mais baixas já é uma realidade no Brasil. Além disso, o produto pode ser gerenciado pelo usuário via aplicativo de celular. Dessa maneira, o cliente tem o controle total sobre as suas operações e pode até mesmo alterar o seu limite. 

Microsseguros

Contratação rápida e sem burocracia de seguro de vida, seguro viagem, para automóveis e outros veículos, para empresas e também para residências. 

Investimentos

As fintechs que oferecem esse tipo de serviço disponibilizam o acesso via navegador ou aplicativo de celular, dando maior autonomia para o investidor. Além de ser um atrativo para o público, os aplicativos costumam ser intuitivos, de fácil entendimento e focados na educação financeira do usuário.

Soluções em recebimentos para empresas

Para quem tem uma empresa, é indispensável oferecer diversas formas de pagamento aos seus clientes. As fintechs disponibilizam essas soluções para os empreendedores, como por exemplo, a emissão de boletos vinculada à própria conta digital, muitas vezes com documentos ilimitados e taxas menores, aplicadas apenas na sua compensação. 

Negociação de dívidas

Através de alguns aplicativos é possível, somente com o CPF, averiguar as dívidas em nome de uma pessoa. O próximo passo realizado pela fintech é a intermediação entre credores e devedores, o que pode ocorrer por email, redes sociais e até mesmo por mensagens instantâneas. Uma vez que as partes chegam a um consenso sobre as melhores condições de negociação do débito, o acordo é fechado 

Gestão financeira

As fintechs disponibilizam aplicativos para que os usuários consigam organizar melhor os gastos e gerenciar seu dinheiro de maneira facilitada. Já para as empresas, o conceito de gestão financeira é aplicado integralmente, com controles automatizados sobre receitas e despesas, fluxo de caixa, conciliação bancária, emissão de notas fiscais e integração contábil são realizadas a partir de plataformas online.

Fintech X Bancos Tradicionais

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Segundo uma pesquisa realizada pela PwC, “Customers in the spotlight – How FinTech is reshaping banking”, as fintechs foram consideradas uma ameaça para 76% dos bancos. Mas será que essa informação realmente faz sentido? Então vamos entender as diferenças entre bancos e fintechs. 

  • As fintechs são mais ágeis, enquanto os bancos demandam uma série de processos para realizar uma pequena mudança.
  • As fintechs investem em base tecnológica, por isso conseguem fazer mais por um valor menor. Já os bancos cobram taxas maiores, pois possuem maior estrutura física. 
  • As fintechs são mais amigáveis e se colocam no lugar do cliente. Já os bancos tradicionais seguem processos mais rígidos e exigem grande documentação. 
  • A equipe que trabalha em uma fintech trabalham por um propósito e são mais unidas, pois compartilham de uma mesma visão, para gerar uma solução. Já em um grande banco, as pessoas possuem pouca conexão, com as visões e missões da instituição.

Qual a regulação jurídica das Fintech?

Apesar de as fintechs terem surgido no início desta década, somente em abril de 2018 foi expedida a Resolução nº 4.656, do Banco Central do Brasil, dispondo sobre as sociedades de crédito direto e a sociedade de empréstimo entre pessoas e disciplinando a realização de operações de empréstimo e financiamento entre pessoas por meio de plataforma digital.

Entretanto, existem diversas fintechs que não se enquadram nos modelos criados pela resolução. Estas empresas seguem sem uma normatização específica, sendo regida pela liberdade de contratar e pelas normas gerais de obrigações do Direito Brasileiro.

De acordo com a regulamentação, a Sociedade de Crédito Direto (SCD) é instituição financeira que tem por objeto a realização de empréstimos, de financiamento e de aquisição de direitos creditórios por meio de plataforma eletrônica, com uso exclusivo de capital próprio.

Já as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP), são como instituição financeira que tem por objeto a realização de operações de empréstimo e de financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica, mediante cobrança facultativa de tarifa.

Sendo assim, as SCDs e as SEPs devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, a serem regidas também pela lei 6.404/76, conhecida como Lei das Sociedades Anônimas, e observar um capital social mínimo de R$ 1.000.000,00, conforme arts. 25 e 26, além de solicitar autorização para funcionamento junto ao Banco Central do Brasil, depois de cumpridos os requisitos do art. 29.

As fintechs ainda devem seguir as resoluções nº 4.657, de 27 de abril de 2017, e nº 4.658, de 26 de abril de 2018.

A Resolução nº 4.657 dispõe sobre a remessa de informações relativas aos integrantes do grupo de controle e aos administradores das instituições financeiras e das demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e sobre a disponibilização de canal para comunicação de indícios de ilicitude relacionados às atividades da instituição.

E a Resolução nº 4.658 dispõe sobre a política de segurança cibernética e sobre os requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem a serem observados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Quais são as principais Fintech no Brasil e no Mundo?

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As maiores fintechs do mundo servem de inspiração para os novos negócios. Além disso, elas trazem um importante ensinamento de que nem o mercado mais consolidado está saturado de oportunidades. Basta estar disposto a inovar. 

Vamos conhecer um pouco mais sobre as principais fintechs do Brasil e do mundo. Confira abaixo!

  1. Nubank (Brasil)

Fundada em 2014, a Nubank é uma fintech que iniciou a oferta de serviços para seus clientes com o cartão de crédito sem anuidade e taxas mais reduzidas que a média do mercado. A grande vantagem da Nubank é que possui serviço 100% digital, sem agências e gerentes de conta. Agora ela também oferece outras facilidades como: conta corrente, programas de pontos do cartão de crédito e aplicações financeiras.

  1. Guiabolso (Brasil)

É um aplicativo para gestão de finanças pessoais. Ele permite que o usuário sincronize  as suas contas bancárias, permitindo que ele realize o controle financeiro, estabeleça metas de consumo, planeje despesas e até faça empréstimos.

  1. QuintoAndar (Brasil)

A QuintoAndar é uma fintech que otimiza os trâmites para o investidor e o locatário no mercado imobiliário. Entre suas vantagens, está a responsabilidade por toda a burocracia da contratação, bem como a garantia do aluguel ao proprietário do bem caso o inquilino atrase.

  1. Toro Investimentos (Brasil)

A Toro Investimentos é conhecida como a primeira fintech brasileira e começou sua atuação como educadora financeira sob o nome Toro Radar. Atualmente, ela expandiu seus serviços para a área de corretagem e oferece consultores digitais, taxas agressivas por desempenho das indicações e até mesmo a possibilidade de seus clientes venderem papéis entre si.

  1. Coinbase (EUA)

Fundada em 2012, a Coinbase é considerada a primeira exchange no mundo a se tornar um unicórnio, que são empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. Em 2017, seu aplicativo chegou à primeira posição de downloads na Apple, atuando no promissor mercado das criptomoedas e negociando as principais delas.

  1. TransferWise (Reino Unido)

A TransferWise surgiu com a ideia de criar uma solução mais justa, econômica e simples para seus usuários que precisam mandar dinheiro para o exterior. Como funciona? Uma pessoa que precisa de Libras, por exemplo, deposita na conta da empresa na Inglaterra o valor desejado, pagando, assim, só as taxas de transferências convencionais.

  1. Ant Financial (China)

Considerada a fintech mais valiosa do mundo, a Ant Financial atua nos meios de pagamento e seu maior concorrente é o PayPal. O diferencial é que ao invés de utilizar meios tradicionais de pagamento, como cartão de crédito e dinheiro, seus usuários realizam suas compras utilizando os QR Codes.

Conclusão

Podemos dizer que as fintechs representam o futuro do sistema financeiro brasileiro e mundial. Grandes instituições, que se acostumaram com seus modelos de produtos e serviços, estão tendo que se adaptar ao novo paradigma que chega por meio das startups.

À medida que a fintech ganha escala, ela se torna mais influente, gera mais relações negociais e passa a ter uma participação mais relevante no sistema financeiro, o que significa que as fintechs eventualmente sofrerão maiores regulamentações, dada a sua relevância. 

Existem diversos fatores que devem ser levados em conta na hora de criar uma startup e uma delas é a estruturação jurídica e legal. A presença de uma assessoria jurídica especializada desde o início é ponto chave para resolver questões importantes do negócio, como a forma que a empresa deve ser constituída, quais os contratos são essenciais e qual a arquitetura adequada para que o negócio tenha seus riscos minimizados.

As vantagens de contar com um bom escritório de advocacia são várias. Entre elas podemos citar: maior segurança na hora de criar a sua startup; auxílio com legislação cível, tributária, trabalhista e concorrencial; elaboração dos contratos com consumidores, fornecedores ou prestadores de serviços; recuperação mais efetiva do crédito em caso de inadimplência e proteção das suas idéias e da sua marca por meio de registro. 

E não se esqueça! Se depois desse post você ainda ficou com alguma dúvida, não deixe de entrar em contato com o Manucci Advogados para que possamos esclarecer os pontos em questão ou até mesmo ajudar um empreendedor a formalizar a sua empresa.

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